Para ler: O Curso do Amor

Alain de Button é filosofo,  não vá torcer o nariz por isso. Para ser bem clara ele poderia ser aquele seu amigo que sabe te dar os melhores conselhos e puxar sua orelha sem nunca te deixar com raiva. Alain é um filosofo do cotidiano, apaixonado pelas relações humanas, simples, claro e muito pé no chão.

O Curso do Amor é um romance mas  pode ser auto-ajuda, dependendo da vibe do leitor. A palavra Curso é empregada com duplo sentido, trata do curso, do desenrolar da história de amor de Kirsten e Rabih,  também do curso, aula, de amor;  amor real, daquele que já entendeu ( ou deveria entender) que a vida a dois não é só flores,  com o qual nós, simples mortais, nos identificamos logo de cara.

Seja como romancista, seja como filósofo em O Curso do Amor Alain é feliz ambas empreitadas. A história de Rabih nos prende logo no primeiro capitulo;

 ” Rabih levará muitos anos e vai precisar de várias experiências amorosas para chegar a algumas conclusões diferentes, para reconhecer que exatamente aquilo que um dia ele considerou romântico – intuições silenciosas, anseios instantâneos, a crença em almas gêmeas – é o que o impede de aprender a fazer seus relacionamentos darem certo”

Quem largaria um livro depois de ler isso?!

Ao longo do livro Alain vai tecendo comentários nos momentos cruciais da história,  sabe se fazer ouvir; não fique constrangido de segurar o livro fechado entre os dedos por alguns minutos ao terminar de ler algo específico, efeito colateral das reflexões lançadas por ele.

O Curso do Amor deve ser lido e relido até que tenhamos absorvido seu efeito profilático de desmistificação do conceito de amor. Afinal Amor nunca é fácil, simples, 100% do tempo romântico e memorável, como diz o autor:

“Não precisamos  ser constantemente razoáveis para termos boas relações; só precisamos ser senhores da capacidade ocasional de reconhecer de bom grado que podemos ser, numa ou duas áreas, um tanto doidos.”

Rabih acaba por descobrir isso e no seu processo de descoberta nos guia pelo nosso próprio mundo interior, eu não sei onde você chegará ao fechar o livro,   ainda que ao ler a última página você apenas esteja alí deitado no sofá,  terá valido a pena conhecer um pouco da história de Kirtein e Rabih.

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